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Plano de Ação

“A diferença está em Nós, Enfermeiros”

 

Somos nós que mesmo trabalhando neste contexto de não reconhecimento das nossas potencialidades, nos mantemos proactivos, motivados e determinados em resolver os problemas de saúde da população.

É com grande sentido de responsabilidade e de compromisso que me candidato a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros para o mandato 2016-2019, apresentando uma lista de colegas, que partilham dos mesmos ideais e preocupações, com um intuito de fazer mais e melhor pela profissão.

Esta candidatura está ancorada num processo reflexivo sobre as questões que condicionam o exercício da profissão, num contexto de desvalorização social, potenciada pela crise económica, que implica graves prejuízos para os Enfermeiros e para a saúde dos Cidadãos.

Tendo na sua génese profissionais empenhados ao serviço da promoção, desenvolvimento e valorização da Enfermagem, com grande sentido ético e deontológico, assumimos como principal motivação para esta candidatura a defesa da função social da Enfermagem, a valorização dos cuidados de enfermagem e dos Enfermeiros. Pretendemos intervir de forma assertiva e ativa, reclamando pelos direitos dos profissionais e dos cidadãos, em degradação nos últimos anos.

Após reflexão conjunta identificámos um conjunto de constrangimentos que constituem bloqueios à evolução da Enfermagem e dos cuidados, constituindo-se como linhas de ação ou prioridades para o mandato.

Promoção do reconhecimento do valor dos cuidados de enfermagem

A aposta em modelos que privilegiem a saúde e não a doença, em que a centralidade dos cuidados de enfermagem a prestar aos cidadãos assente numa prática baseada em evidência e no domínio de competências especializadas.

A consensualização e monitorização sistemática de indicadores sensíveis aos cuidados de enfermagem, que evidenciem o contributo dos enfermeiros nos ganhos em saúde e que integrem o modelo de financiamento dos cuidados de saúde.

Promoção da dignificação e desenvolvimento da Enfermagem

A valorização das competências profissionais dos enfermeiros adquiridas através de processos formativos, em que os enfermeiros são entendidos e tratados como os demais profissionais com nível académico idêntico, não sendo alvo de discriminação e de desrespeito. Neste alinhamento consideramos ser necessário: repensar o Modelo de Desenvolvimento Profissional ao nível dos estágios profissionais tutelados para que defendam os interesses dos enfermeiros e evitem a precariedade de emprego; intervir ativamente nas decisões estratégicas da saúde exigindo o reconhecimento social e político da profissão; refletir sobre as especializações em enfermagem e a necessidade de introdução de outros saberes e competências.

A autonomia integra o quotidiano dos cuidados de enfermagem, mas as questões hegemónicas de poder na equipa de saúde, bem como a não regulamentação de algumas áreas de atuação e de responsabilidade dos diferentes profissionais, continuam a assombrar o agir dos enfermeiros e a balizar o seu reconhecimento profissional e social. Assim, urge a criação de consensos e de regulamentação no que diz respeito à clarificação de papéis e atribuição de responsabilidades.

Os ambientes favoráveis à prática de enfermagem contemplam um conjunto de atributos que potenciam a excelência dos cuidados, entre os quais destacamos a Dotações Seguras de Enfermagem, como condição e garantia para a segurança dos cidadãos e dos enfermeiros. O conhecimento real da adequação da dotação de enfermagem às necessidades de cuidados de enfermagem dos portugueses (utilizando como critério de avaliação a Norma emanada pela OE, 2014) constitui o primeiro passo para a tomada de consciência da dimensão deste problema, enformando as tomadas de posição e decisões futuras.

A investigação e a formação avançada contribuem para o desenvolvimento da profissão, reforçam o empreendedorismo, pelo que o apoio e financiamento da investigação em enfermagem e de iniciativas que contribuam para a organização e visibilidade dos cuidados de enfermagem assume especial relevância.

Promoção da relação Enfermeiros - Ordem dos Enfermeiros

Em 17 anos de existência, a Ordem não conseguiu chegar de forma eficaz a todos os membros que têm o direito e dever de votar na lista com a qual mais se identificam para os representar. Apontamos como falha crucial a falta de proximidade entre os órgãos de gestão da Ordem e os enfermeiros no seu contexto de trabalho. Por isso, defendemos uma Ordem de proximidade, visibilidade e presença efetiva junto dos seus membros, tendo como principais alvos os enfermeiros, as suas condições de trabalho e a qualidade dos cuidados prestados ao cidadão.

A nossa proposta de mudança assenta na criação de vetores de comunicação mais eficazes, que pretendem potenciar a participação de todos os membros nas decisões, através da eleição dos “Enfermeiros elos de ligação Organização de Saúde - Ordem” (pelos pares, em todas as organizações de saúde) e do recurso ao voto eletrónico.

O contacto estreito com as associações profissionais, ouvindo as mesmas e definindo estratégias conjuntas, é fundamental e tem sido descurado.

Pretendemos que a Ordem tenha uma consentânea afirmação intra e inter-institucional, um papel mais relevante na política de saúde e social, promovendo uma enfermagem de qualidade e exigindo melhores cuidados de saúde para Todos.

A nossa visão é a de um serviço de enfermagem autónomo e de qualidade, que dê resposta às necessidades dos cidadãos, com dotações seguras que promovam a satisfação profissional e qualidade dos cuidados.

Queremos que os enfermeiros se revejam e se sintam parte integrante do sistema de saúde, chamados a decidir das políticas do mesmo, dando contributos essenciais para o desenvolvimento da profissão e dos cuidados de saúde.

Defendemos uma prática de enfermagem sustentada por princípios e valores que para além dos subjacentes ao compromisso de que todos os cidadãos têm o direito de receber cuidados eficazes e eficientes, sem descriminação de raça, nacionalidade, religião ou situação económica, com um elevado nível de qualidade/competência técnica e relacional, de acordo com o código deontológico da OE que subscrevemos.

Chegou a hora de devolver aos enfermeiros o “orgulho de o ser”.

É por sermos enfermeiros e por gostarmos de o ser, por termos orgulho na nossa profissão que queremos que a mesma seja reconhecida. Os cidadãos, utilizadores do Serviço de Saúde, público e privado, são a nossa prioridade, e por o serem, não podemos descurar aqueles que lhes prestam esses mesmos cuidados - Os Enfermeiros.

Todos juntos seremos mais fortes e pensaremos melhor.

Temos que aprender a trabalhar com todas as forças que representam e interferem na enfermagem e com todos os enfermeiros, independentemente da forma de pensar ou de agir.

Temos a certeza que todos queremos o melhor para a profissão, para os enfermeiros para os cidadãos.

 

Por isso afirmamos que, A Diferença está em Nós, Enfermeiros.



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